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Líderes visionários atingem a mente e o coração das pessoas

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Conheça o novo perfil de liderança exigido pelo mercado

Você deve se lembrar daquela figura que as pessoas chamavam de “chefe” há tempos atrás: carrancudo, mal-humorado, que vivia aos berros e com a porta fechada. Bem, essa figura já está mesmo no passado.

Hoje, grandes empreendedores também são líderes visionários, porque compreendem que para o sucesso do negócio precisam de uma equipe comprometida com os resultados da organização. O empreendedor que almeja alavancar seu negócio, além de saber se comunicar, deve ter disponibilidade para ouvir, pois assim estará somando competências para poder se comunicar mais e melhor.

Já existe a percepção de que há relação direta entre comunicação efetiva nas organizações e performance financeira. De acordo com o portal Race, empresas que se comunicam efetivamente possuem quatro vezes mais funcionários engajados do que empresas que se comunicam menos.

O líder e empreendedor do século XXI precisa saber “sentir” as pessoas para poder incentivá-las a dar o melhor de si no trabalho. Saber lidar com questões do campo subjetivo já é uma competência esperada dos grandes líderes.

Abraham Maslow, psicólogo americano, que ficou conhecido pela proposta da Hierarquia das necessidades no século XX, já apontava para as aspirações de autoestima e auto-realização do ser humano.

Pirâmide de Maslow

Pirâmide de Maslow

As três bases da pirâmide (necessidades fisiológicas, segurança e sociais) atualmente na sociedade são alcançadas por indivíduos saudáveis e que estejam dispostos ao trabalho. É no campo subjetivo, da autoestima e da auto-realização, que as pessoas têm se voltado nos últimos anos.

Sabe aquelas expressões “qualidade de vida” e “qualidade de vida no trabalho”, pois é, elas estão ligadas a fatores extremamente subjetivos, pois o que pode ser bom pra um, pode não satisfazer o outro, e vice-versa.

Nesse cenário, tem gente que muda de emprego para ganhar menos, isso mesmo, MENOS, atrás de mais qualidade de vida, que pode ser tempo para a família, estar num ambiente mais “saudável”, encontrar novos desafios e oportunidades.

Fato é que as pessoas estão com uma flexibilidade maior para trocar de emprego em busca de autoestima e auto-realização. Um levantamento realizado pelo Dieese, revelou que o tempo médio de permanência do brasileiro no emprego chegou a três anos e um mês em 2014, sendo este número o maior desde 2002, quando começou a ser medido. Ou seja, quem permanece três anos em uma empresa é considerado um bom empregado.

Se pensarmos que na época de nossos pais e avós funcionário bom era aquele que entrava na empresa e se aposentava nela depois de 30, 35 anos, podemos visualizar claramente como nossa sociedade mudou, e continua mudando a cada dia.

Com a mudança do perfil dos funcionários, que agora também são mais exigentes e conscientes de sua posição nos processos empresariais, o papel do líder se torna cada vez mais desafiador, porque os colaboradores esperam mais de suas atividades de trabalho, e almejam atuar efetivamente como protagonistas e menos como coadjuvantes.

O novo líder

No cenário atual das organizações, não basta apenas o líder ser competente na sua tarefa. Hoje em dia, habilidades como curiosidade intelectual, pensamento 360 graus, adaptabilidade e, principalmente, empatia são mais do que necessários no mercado de trabalho, onde o lado humano tem sido constantemente requisitado.

O líder do século XXI consegue atingir a mente e o coração das pessoas. De acordo com Jorge Filho, “a liderança só existe no coração daqueles que confiam e, portanto, nela acreditam”. Por isso, muito mais que fatores técnicos, competências para lidar com questões como medo, raiva, insatisfação e ansiedade são esperados da nova liderança, para si (líder), e para ajudar o outro.

Para ser um líder visionário, além de gostar de gente, é preciso saber extrair de TODAS as pessoas aquilo que elas têm de melhor.

Podemos afirmar que as capacidades técnicas são a base para a execução de qualquer trabalho que o exija, mas é a capacidade de lidar com as pessoas e seus sentimentos que irá promover o verdadeiro líder.

Ainda de acordo com Jorge Filho, “líderes consagrados gostam de gente, porque sabem que é apenas a partir das pessoas que podem alcançar seus próprios objetivos”.

O novo líder sabe criar significado para todas as pessoas. De acordo com Margareth Thatcher, o líder tem um modo peculiar de comunicar as coisas, e consegue fazer com que todos conheçam o caminho a seguir e, consequentemente, o que deve ser feito. A partir de ações consistentes, consegue transformar pessoas comuns em pessoas revolucionárias.

Quer começar uma liderança revolucionária? Ouça bastante seus colaboradores, pois aprendemos mais quando ouvimos do que quando falamos. Dessa forma, você estará dando os primeiros passos para “sentir” seu público interno, e estabelecer as metas para atingir suas mentes, e quem sabe, seus corações.

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